Ela repetia para si a mesma frase todos os dias. Inventou um novo mantra. Uma velha maneira de tentar se convencer de que as coisas mudariam. A todo tempo repetia a mesma frase. Uma oração ensaiada. Uma música feita só com refrão, poesia de único verso.
Repetia incessantemente, tentando esquecer. Mas só fazia lembrar. O mantra tornou sua dor corriqueira. Daquela sensação estranha desbotaram as cores, apagou o brilho e tudo perdeu importância. A única lembrança daquele período é o mantra. A mesma velha e repetida frase. Um clichê. Uma tatuagem invisível...
"A Paixão é como um deus que quando quer me toma todo o pensamento. Dirige os meus movimentos, meu passo é teu, meu pulso é desse todo poderoso sentimento."
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E tudo o que você pensa é...